domingo, 27 de janeiro de 2019

Sinto-me feliz! Será um pouco de egoísmo...?

Estou sentado embaixo de uma árvore após uma meditação deliciosa, numa cidade pequena do interior da Bahia para a qual vim para um detox.

Dia lindo! O meu corpo voltando aos poucos a respirar plenitude e saúde, turbinado com uma bateria de chás, sucos, comida natural e coroado com massagens, ventosas e agulhas de acunpuntura.

Espírito em paz, sensação gostosa de conexão com a natureza, com o Universo e todos os seres humanos.

Pieguice à parte, sinto-me feliz!

Mas aqui e ali recebo notícias do Brasil e do mundo. E são muito ruins: barragem se rompendo em Brumadinho, rebelião em presídios, assassinatos e suicídios a torto e a direito, tragédias familiares, etc.

Claro, se eu for garimpar na mídia e no meio em que vivo posso achar também algumas notícias positivas, mas infelizmente as negativas são mais impactantes e divulgadas.

E aí, me pergunto: dá pra ser feliz nesse ambiente global tresloucado, sem ser egoísta?

 Segundo alguns dicionários, egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar, em detrimento do ambiente e das demais pessoas.

Não, egoísta eu não sou, decididamente. Seria então individualista?

Consulto as mesmas fontes e escolho uma definição que me parece aceitável: individualismo é um conceito que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade ou ao Estado.

Melhorou pra mim, posso até ser individualista, sim senhor. Afirmação e liberdade fazem o maior sentido!

Mas, reflito, não posso e não quero me permitir ficar alheio a tudo o que acontece nem alimentar o meu lado Pollyanna, vendo apenas e ingenuamente as coisas boas da vida.

Confesso que estou tentando equilibrar tudo isso, sem culpas. E procurando não me contaminar, sem ficar alienado.

Volto o pensamento para mim, para a minha trajetória e os valores e caminhos que escolhi. Uma vida normal, sem nada de espetacular nem de traumático.

Avalio os equívocos, as frustrações e separações e tantas tristezas. Considero, por outro lado, as vitórias e as conquistas, a maturidade, paz e amorosidade, com destaque para a família e os amigos.

Somo a isso um trabalho voluntário que tanto me gratifica e uma reorientação profissional que assumi numa fase da vida que normalmente pede acomodação.

Todas essas experiências geraram de alguma forma aprendizagem e expansão da consciência. As quedas, posso dizer, foram pedagógicas e valorizaram as conquistas.

Enfim, com essa jornada estou aos poucos aceitando a vida como ela é, luz e sombra, prazeres e dores, dia e noite.

Fazendo da existência uma equação 50/50.

Aí a sensação de egoísmo se esvai e respiro liberdade e afirmação.

Nesse sentido, então, sou individualista!

E você?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Trump e as criancinhas

Risível e patética essa "conversa" telefônica entre Donald Trump e crianças americanas nesta época do Natal.

Uma manobra que me soa no mínima ilegítima para tentar aliviar a imagem de truculência do Trump, explorando a mídia e desviando a atenção do atual embate fiscal com o Congresso.

A pergunta divulgada de Trump a um dos interlocutores juvenis foi: " Você já está bem grandinho para acreditar em Papai Noel, certo?".

Não se sabe a resposta, mas posso imaginar a "saia justa" da criança e a indignação de tanta gente a esse questionamento inteiramente fora de propósito!

Posso imaginar, com certa dose de ironia, algumas outras perguntas lançadas pelo Trump:
. você se orgulha do poderio dos EUA?
. você é o primeiro da sua sala?
. já pensou que você pode ser um futuro presidente se superar todos seus adversários?
.já pediu ao Papai Noel uma arma de brinquedo?
. você concordaria em me ajudar a colocar o primeiro tijolo na construção do muro na fronteira com o México?

Por outro lado, tenho certeza de que Trump não faria as seguintes outras perguntas:
. você gosta de algum coleguinha de sala que é imigrante?
. você sabe que celebramos no Natal o amor representado por Jesus Cristo?
. você sonha em conhecer o mundo árabe?
. você aceitaria doar os seus brinquedos que não usa mais em favor das crianças que vivem nos acampamentos perto das fronteiras?

Ironias à parte, cá com os meus botões faço uma pergunta sem imaginar a resposta:
. quanto tempo ainda precisaremos conviver com os Trumps do mundo para despertarmos da nossa dualidade?

Se você tiver a resposta, peça ao Papai Noel para trazer para mim como presente num Natal de algum ano que venha!

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Ser realista ajuda ou atrapalha? 

Depende!

Pode nos trazer a verdade ou nos levar ao pessimismo e à negatividade.

O filme "Lucky", lançado em 2017 e dirigido por John Carrol Lynch, me trouxe essa reflexão: um idoso de 90 anos, mal humorado, sistemático e sem família, que vive isolado numa minúscula e monótona cidade do interior dos Estados Unidos, vê com relutância aproximar o fim dos seus dias.

Ele em dado momento dá uma guinada no seu comportamento e passa a aceitar a vida e a morte com mais leveza, realisticamente. A receita dele? Simples: aproveitar a existência como ela se apresenta!

E o que o fez mudar? A razão principal foi ouvir de um ex-combatente de guerra (como ele mesmo havia sido) que a sua vida tinha se transformado quando presenciou anos antes uma criança correndo entre escombros no meio de uma batalha e sorrindo estoicamente aguardando o seu destino de morte. Ela, segundo soube depois, era de uma comunidade budista desapegada das coisas materiais.

Creio que o "nosso herói", ao comparar o sorriso de uma criança frente à morte e a sua vida taciturna desprezando a pouca vida que lhe restava, foi tocado enfim no coração.

Cada um de nós certamente tem um ponto emocional qualquer, tipo um calcanhar de Aquiles que, uma vez sensibilizado, nos abre a possibilidade de uma grande transformação, para o bem ou para o mal.

No sentido positivo, perde-se um pouco de poesia mas ganha-se maturidade. Faz balançar expectativas mas reorienta ações. Arquiva projetos mas torna mais exequível a vida. Em resumo, desce o véu das ilusões e nos aproxima da verdade!

E no sentido negativo, ser realista (ou interpretar a vida contra o fluxo da Existência) pode atrapalhar? Sim, é possível, se tivermos autopiedade que requeira nutrição. Sim, se quisermos manter ilusões acalentadas desde crianças. Sim, se o mundo ideal imaginado por nós desmoronar e não vislumbrarmos alternativas.

Um relacionamento tóxico que termina pode nos levar a uma depressão caso tenhamos saudade da codependência, por exemplo. Ou, se formos realistas e entendermos que o ciclo se encerrou, podemos experimentar uma nova etapa de descobertas e possíveis novos amores.

Uma proposta tentadora de novo emprego pode nos balançar e estressar pela possibilidade de sairmos da zona de conforto. Ou trazer um fôlego novo à nossa vida estagnada.

Um corpo fora dos padrões estéticos invejados pode nos escravizar em academias e clínicas de beleza e nos cegar para as coisas importantes da vida. Ou nos fazer aceitar a genética familiar e a perda inexorável da estampa com o avanço da idade, compensando com outros talentos que certamente todos temos.

Enfim, poderíamos simplificar e dizer que realismo é a atitude concreta de encararmos os fatos como são e nos adequarmos a eles da melhor forma possível.

Ampliando essa perspectiva, o ato de sermos realistas é uma pré- condição para praticarmos o que Jesus pregou: "conheceis a verdade e a verdade vos libertará".

E a verdade sempre ajuda, ainda que nos traga algum sofrimento!

Para nossa reflexão: em seu último filme, o ator Harry Dean Stanton, que foi o ator principal do filme Lucky, faleceu em setembro de 2017 com 91 anos.

 Sorrindo, será?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Renovar é preciso. Viver também !



Todo final de ano busco fazer algo diferente que renove minhas energias.

Este ano elaborei um pequeno ritual que farei nos próximos dias e compartilho com vocês.

Nada de muito original,  mas talvez valha a pena investir um pouco do seu tempo,  por que não?

"Ritual de fim de ano para  renovação pessoal.


 Esse ritual irá te ajudar a renovar as suas energias e começar o ano atraindo mais positividade.

É o processo de cocriação de uma nova realidade!

PRIMEIRA PARTE:

Escrever em uma folha de papel o resumo de tudo que lhe aconteceu de ruim ou dificuldades que ainda não conseguiu superar durante o ano em curso.

Todas as suas mágoas, rancores, decepções e tristezas precisam ser lembradas, mesmo que doam.

Se e quando ressurgir o sentimento desses acontecimentos, é necessário que perdoe as pessoas que te fizeram mal. Ou pelo menos tente aceitá-las como seres humanos imperfeitos, aliás como todos nós somos.

Só assim você vai tirar um peso do coração!


SEGUNDA PARTE:

(em momento posterior de mais tranquilidade,  de preferência após breve meditação)

Escreva num papel seus desejos mais íntimos de renovação e transformação,  tanto as mudanças práticas para uma melhor condição material quanto as habilidades, sentimentos e posturas que você pretende ampliar em sua vida.

Privilegie os aspectos que te tragam mais sabedoria e amorosidade.

Imagine tudo isso como plenamente possível e realista, você sendo merecedor(a). Não seja modesto(a). Ambicione!

PARTE FINAL:

Para concluir o ritual, num local adequado e de preferência solitário, leia uma vez para si e depois queime a folha correspondente à parte ruim do ano que se finda.

Isso irá representar a transmutação das energias negativas em positivas. As cinzas, devem ser enterradas, soltas ao vento ou deixadas em algum lugar distante.

Isso simbolizará para você o enterro e o "passar de página" desses acontecimentos negativos. Deste modo, irá abrir oportunidades para o positivo coroar a sua vida.

A folha restante, a que corresponde ao seu desejo de cocriação de seu novo período de vida,  leia para si três vezes e, após, guarde-a com carinho em um lugar com privacidade para ser lida pelo menos 3 vezes ao longo do próximo ano (marque esse compromisso em sua agenda),  oportunidades em que deverá rever seus desejos,  atualizá-los e refletir sobre os avanços e etapas ainda a serem cumpridas.

Inspire-se no seu Eu superior!

Coragem, fé  e amor próprio farão a diferença!  "