domingo, 30 de novembro de 2014

As mulheres saíram da cozinha, os gays do armário e os homens... não sabem para onde ir!


Claro, não são todos os homens que estão perdidos sem direção. Muitos estão bem, equilibrados e usufruindo relações amorosas de qualidade. Outros, nem tanto, mas vivendo com o mínimo de coerência e prazer.
Mas não precisamos nos esforçar muito para ver como muitos homens jovens e mesmo “mais rodados” oscilam entre um comportamento tradicional -- em que o homem era protagonista e abusador -- para uma outra situação comum nos tempos atuais -- de mero coadjuvante e parceiro passivo.
Exemplos podemos encontrar às pencas.
Desde o sujeito autoritário, que proíbe a esposa de usar certos vestidos decotados, ou até sair com as amigas da faculdade para um simples encontro num barzinho, mas que vive dando “pulinhos” por aí escondendo o seu medo de ser traído.
No extremo oposto, um sujeito romântico que fica envergonhado de abrir a porta do carro para a namorada mas paga um mico danado no Face dizendo que encontrou a mulher da sua vida após um namoro de ... 1 mês. Infantilizado buscando encontrar a segunda mamãe.
No meio do caminho, um cara descolado e moderninho que fica respirando igualdade e não paga a conta do jantar nem no primeiro encontro romântico. Ou pior, redige um texto legalzinho e sai no WattsApp replicando a mesma mensagem para todas as paqueras da hora.
As mulheres mudaram muito. Caminharam para a independência financeira e a sexual mas patinam muitas vezes no encontro amoroso. O seu inconsciente ainda lhes dá sinais visando encontrar um sujeito com atributos masculinos (yang) bem definidos e que lhes dê segurança.
Não existem mais papéis rígidos definidos para homens e mulheres, como antigamente. Ainda bem! Os relacionamentos estão em transição, obviamente.
Mas a situação do homem é mais delicada. Não é novidade para ninguém que as mulheres são mais complexas psicologicamente que os homens.
Crônica do Correio Braziliense de 30 de novembro assinada por Paulo Pestana registrou com sensibilidade que “...as mulheres são docemente imprevisíveis e oferecem perigos. O tal do sexto sentido, por exemplo. Para nós homens é uma luta desigual enfrentar a certeza subjetiva feminina com a obtusa e cartesiana lógica masculina.” Ademais “...por que brigam tanto por nada? Por que simplificam tudo o que é complicado e complicam tudo o que é simples?”. Bingo!
Alguém já disse que as mulheres não querem ser compreendidas, apenas amadas!
Hum...tudo bem!  Mas como tem sido difícil para nós homens.

Um comentário:

  1. Instigadora e pertinente a sua reflexão, caro Arnaldo. Parabéns!

    ResponderExcluir